- O que é a infertilidade humana?
--» A Organização Mundial de Saúde tem definido infertilidade pela ausência de concepção depois de pelo menos dois anos de relações sexuais não protegidas. Os factores de infertilidade podem ser absolutos ou relativos, dando origem, respectivamente, à esterilidade ou hipofertilidade. A primeira deriva de situações irreversíveis em que a concepção só será possível através das técnicas de RMA. Nas situações de hipofertilidade, como infertilidades de causa inexplicada, a concepção poderá ser conseguida, nalguns casos, por terapêuticas tradicionais.
--» É importante notar que os cuidados relativos à infertilidade compreendem programas de prevenção, opções sociais e opções médicas
--» A prevenção da infertilidade é, sem dúvida, preferível às tentativas da sua superação.Sabe-se que entre os casais jovens é hoje mais elevada a taxa de infertilidade (da ordem dos 16%), provavelmente devido, por um lado, a factores que decorrem dos diferentes papéis assumidos pela mulher e pelo homem na vida familiar e social e, por outro lado, a factores ambientais como a poluição, tabaco, stress, contraceptivos, prática de abortos clandestinos, doenças sexualmente transmissíveis e factores emocionais.
--» As opções sociais (adopção, iniciativas assistenciais, atitude de assumir voluntariamente a condição de infértil) poderão constituir, para muitos casais, a melhor forma de superar a ausência de filhos1 Interessa que, através de serviços bem organizados de aconselhamento, os casais inférteis sejam conhecedores e conscientes das possibilidades destas opções, às quais deve ser dado o relevo que merecem.
--» As opções médicas incluem as técnicas de RMA, que se têm desenvolvido com enorme rapidez e permitiram, de facto, até hoje, que perto de um milhão de casais tenham transmitido vida a uma descendência que, de outro modo, não teriam.
--» É importante notar que os cuidados relativos à infertilidade compreendem programas de prevenção, opções sociais e opções médicas
--» A prevenção da infertilidade é, sem dúvida, preferível às tentativas da sua superação.Sabe-se que entre os casais jovens é hoje mais elevada a taxa de infertilidade (da ordem dos 16%), provavelmente devido, por um lado, a factores que decorrem dos diferentes papéis assumidos pela mulher e pelo homem na vida familiar e social e, por outro lado, a factores ambientais como a poluição, tabaco, stress, contraceptivos, prática de abortos clandestinos, doenças sexualmente transmissíveis e factores emocionais.
--» As opções sociais (adopção, iniciativas assistenciais, atitude de assumir voluntariamente a condição de infértil) poderão constituir, para muitos casais, a melhor forma de superar a ausência de filhos1 Interessa que, através de serviços bem organizados de aconselhamento, os casais inférteis sejam conhecedores e conscientes das possibilidades destas opções, às quais deve ser dado o relevo que merecem.
--» As opções médicas incluem as técnicas de RMA, que se têm desenvolvido com enorme rapidez e permitiram, de facto, até hoje, que perto de um milhão de casais tenham transmitido vida a uma descendência que, de outro modo, não teriam.
- Alguns estudos relacionados com a infertilidade.
--» Grau de incidência: Dez a 20% da população de casais têm problemas para procriar. A incidência de infertilidade é directamente proporcional a idade da mulher.
--» Ao contrário do que se acreditava no passado, infertilidade não é um problema exclusivo da mulher, sendo iguais as percentagens de causas de infertilidade masculina e feminina.
--» Existem diferentes tipos de grau de infertilidade:
- Infertilidade Primária: O casal nunca engravidou antes.
- Infertilidade Secundária: O casal já teve uma gestação anterior.
--» Ao contrário do que se acreditava no passado, infertilidade não é um problema exclusivo da mulher, sendo iguais as percentagens de causas de infertilidade masculina e feminina.
--» Existem diferentes tipos de grau de infertilidade:
- Infertilidade Primária: O casal nunca engravidou antes.
- Infertilidade Secundária: O casal já teve uma gestação anterior.
- Causas de infertilidade no homem e na mulher.
--» No homem:
Resumindo:
- Dificuldades na relação sexual.
- Diminuição do número de espermatozóides;
- Pouca mobilidade dos espermatozóides;
- Espermatozóides anormais;
- Ausência da produção de espermatozóides;
- Vasectomia;
- Disfunção sexual;
- Problemas endócrinos como hipopituitarismo e síndrome de Cushing;
- Problemas testiculares como a síndrome de Klinefelter e atrofia das células germinais.
- Problemas testiculares adquiridos como orquite viral, infecção por Mycoplasma, exposição a drogas;
- Problemas no transporte de esperma, como a obstrução dos epidídimos ou dos canais deferentes e cancro da próstata.
--» Na mulher:
Resumindo:
- Distúrbios hormonais que impeçam ou dificultem o crescimento e a libertação do Oócito II (ovulação);
- Síndrome de Ovários Policisticos ;
- Problemas nas trompas ou tubas uterinas provocados por infecções, cirurgias;
- Endometriose.
- Laqueação das trompas.
- Muco cervical que impede a passagem dos espermatozóides.
- Distúrbios hormonais que impeçam ou dificultem o crescimento e a ovulação;
- Problemas nas trompas de Falópio por infecções cirúrgicas;
- Tumores ováricos;
- Tumores hipotalâmicos e hipofisários;
- Produção excessiva de androgénios;
- Disfunções da tiróide;
- Hipogonadismo hipogonadotrópico (Síndrome de Kallman);
- Anorexia nervosa.
--» A infertilidade no homem tem origem em problemas de oligospermia, isto é, a produção insuficiente de espermatozóides; em problemas de azoospermia, em que não há produção de espermatozóides, (é de referir que o número médio de espermatozóides por ml no esperma é de 120 000 000 e caso existam menos de 20 000 000 espermatozóides por ml estamos perante um caso de infertilidade); na produção de espermatozóides de fraca qualidade, com anomalias ou sem mobilidade; na gametogénese anormal; ou se espermatozóide é incapaz de fecundar o gâmeta feminino.
--» Estes problemas podem ter diversas causas como, disfunção eréctil; problemas endócrinos como hipopituirismo, síndrome de Custing, hiperplasia adrenal congénita ou uso de androgénios; problemas testiculares congénitos ou estruturais, como Síndrome de Klinefelter (resulta da presença de 3 cromossomas sexuais, dois X e um Y, e os indivíduos com esta síndrome apresentam geralmente uma estatura elevada, um pequeno desenvolvimento dos seios e ancas alargadas, testículos pouco desenvolvidos que não produzem esperma ou cuja produção é bastante reduzida e sem espermatozóides, o que os torna estéreis. Podem também apresentar um ligeiro atraso mental, no entanto, alguns dos casos com este Síndrome apresenta aptidões intelectuais normais), Síndrome do Macho XX, Aplasia das células germinativas; temperatura elevada durante a espermatogénese devido a criptorquidismo (neste caso os testículos permanecem no abdómen ou no canal inguinal, não descendo para dentro da bolsa escrotal. O epitélio tubular acaba por degenerar, e não há produção de espermatozóides. Para se resolver este problema pode-se recorrer a uma cirurgia, não sendo sempre eficaz), veia varicosa no escroto ou varicocelo (evita a correcta drenagem do sangue a partir dos testículos, produzindo calor e impedindo a maturação dos espermatozóides, no entanto, pode ser removida por cirurgia); problemas testiculares adquiridos, como orquite viral, traumatismo, infecção por mycoplasma, exposição a radiação, exposição a drogas (álcool, cocaína, marijuana, antineoplásicos, etc.), exposição a toxinas ambientais, doença auto-imune (papeira, doenças sexualmente transmissíveis), doenças sistémicas (cirrose, insuficiência renal, cancro, enfarte do miocárdio, etc.), presença de leucócitos no esperma, disfunções hormonais (secreção reduzida das hormonas LH e FSH ou de testosterona), ejaculação retrógrada (o sémen dirige-se para a bexiga em vez de se dirigir para o pénis); problemas no transporte de esperma como obstrução dos epidídimos ou dos canais deferentes, hiperplasia da próstata e cancro da próstata.
--» Estes problemas podem ter diversas causas como, disfunção eréctil; problemas endócrinos como hipopituirismo, síndrome de Custing, hiperplasia adrenal congénita ou uso de androgénios; problemas testiculares congénitos ou estruturais, como Síndrome de Klinefelter (resulta da presença de 3 cromossomas sexuais, dois X e um Y, e os indivíduos com esta síndrome apresentam geralmente uma estatura elevada, um pequeno desenvolvimento dos seios e ancas alargadas, testículos pouco desenvolvidos que não produzem esperma ou cuja produção é bastante reduzida e sem espermatozóides, o que os torna estéreis. Podem também apresentar um ligeiro atraso mental, no entanto, alguns dos casos com este Síndrome apresenta aptidões intelectuais normais), Síndrome do Macho XX, Aplasia das células germinativas; temperatura elevada durante a espermatogénese devido a criptorquidismo (neste caso os testículos permanecem no abdómen ou no canal inguinal, não descendo para dentro da bolsa escrotal. O epitélio tubular acaba por degenerar, e não há produção de espermatozóides. Para se resolver este problema pode-se recorrer a uma cirurgia, não sendo sempre eficaz), veia varicosa no escroto ou varicocelo (evita a correcta drenagem do sangue a partir dos testículos, produzindo calor e impedindo a maturação dos espermatozóides, no entanto, pode ser removida por cirurgia); problemas testiculares adquiridos, como orquite viral, traumatismo, infecção por mycoplasma, exposição a radiação, exposição a drogas (álcool, cocaína, marijuana, antineoplásicos, etc.), exposição a toxinas ambientais, doença auto-imune (papeira, doenças sexualmente transmissíveis), doenças sistémicas (cirrose, insuficiência renal, cancro, enfarte do miocárdio, etc.), presença de leucócitos no esperma, disfunções hormonais (secreção reduzida das hormonas LH e FSH ou de testosterona), ejaculação retrógrada (o sémen dirige-se para a bexiga em vez de se dirigir para o pénis); problemas no transporte de esperma como obstrução dos epidídimos ou dos canais deferentes, hiperplasia da próstata e cancro da próstata.
Resumindo:- Dificuldades na relação sexual.
- Diminuição do número de espermatozóides;
- Pouca mobilidade dos espermatozóides;
- Espermatozóides anormais;
- Ausência da produção de espermatozóides;
- Vasectomia;
- Disfunção sexual;
- Problemas endócrinos como hipopituitarismo e síndrome de Cushing;
- Problemas testiculares como a síndrome de Klinefelter e atrofia das células germinais.
- Problemas testiculares adquiridos como orquite viral, infecção por Mycoplasma, exposição a drogas;
- Problemas no transporte de esperma, como a obstrução dos epidídimos ou dos canais deferentes e cancro da próstata.
--» Na mulher:
--» A existência de infertilidade feminina pode ter origem em problemas de anovulação (ausência de ovulação), bloqueios das Trompas de Falópio, secreções da vagina ou do colo do útero hostis para os espermatozóides, interrupção da nidação, idade, entre outros.
--» Os problemas em cima mencionados podem surgir devido a disfunções hormonais (secreção insuficiente de LH e FSH, que pode estar relacionado com tumores na hipófise ou nos ovários; excesso da produção de prolactina; hipotiroidismo ou utilização de medicamentos à base de esteróides como por exemplo a cortisona); ovários anormais, o que não permite a ovulação; endometriose (tecido endometrial cresce na cavidade pélvica em torno do útero, trompas e ovários, o que leva ao encerramento dos ovários, não permitindo a libertação do oócito); infecções (DST, inflamações causadas pelo uso de contraceptivos como o DIU), malformações congénitas; secreções vaginais agressivas; tumores uterinos; degeneração prematura do corpo amarelo; aumento da probabilidade de formação de oócitos com um número anormal de cromossomas; diversas doenças (genéticas, auto-imunes, etc.). É de referir que o stress e a ansiedade podem contribuir para a incapacidade de engravidar.
--» Os problemas em cima mencionados podem surgir devido a disfunções hormonais (secreção insuficiente de LH e FSH, que pode estar relacionado com tumores na hipófise ou nos ovários; excesso da produção de prolactina; hipotiroidismo ou utilização de medicamentos à base de esteróides como por exemplo a cortisona); ovários anormais, o que não permite a ovulação; endometriose (tecido endometrial cresce na cavidade pélvica em torno do útero, trompas e ovários, o que leva ao encerramento dos ovários, não permitindo a libertação do oócito); infecções (DST, inflamações causadas pelo uso de contraceptivos como o DIU), malformações congénitas; secreções vaginais agressivas; tumores uterinos; degeneração prematura do corpo amarelo; aumento da probabilidade de formação de oócitos com um número anormal de cromossomas; diversas doenças (genéticas, auto-imunes, etc.). É de referir que o stress e a ansiedade podem contribuir para a incapacidade de engravidar.
Resumindo:- Distúrbios hormonais que impeçam ou dificultem o crescimento e a libertação do Oócito II (ovulação);
- Síndrome de Ovários Policisticos ;
- Problemas nas trompas ou tubas uterinas provocados por infecções, cirurgias;
- Endometriose.
- Laqueação das trompas.
- Muco cervical que impede a passagem dos espermatozóides.
- Distúrbios hormonais que impeçam ou dificultem o crescimento e a ovulação;
- Problemas nas trompas de Falópio por infecções cirúrgicas;
- Tumores ováricos;
- Tumores hipotalâmicos e hipofisários;
- Produção excessiva de androgénios;
- Disfunções da tiróide;
- Hipogonadismo hipogonadotrópico (Síndrome de Kallman);
- Anorexia nervosa.
Em geito de conclusão, de ambos os graficos, temos:



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